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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Os melhores são apenas bons para a Infantaria!


Base Aérea de Canoas - BACO
"Aqui se cultua a eficácia!"

Missão da Infantaria da Aeronáutica

"A Infantaria da Aeronáutica tem como missão executar ações defensivas, ofensivas, especiais e de proteção a fim de constribuir para o cumprimento da missão constitucional da aeronáutica, preservando equipamentos, instalações e pessoal de interesse da aeronáutica."


Canção do Infante da Aeronáutica

Infantaria, serás sempre altaneira!
Teus soldados, tu bem sabes escolher.
Com heroísmo, tu defendes a Bandeira,
Honrando a Pátria que herdaste ao nascer.

II

Olhar de frente o inimigo a derrotar,
Com vigor repelir seu avançar.
Tu és da Força Aérea Brasileira o fuzil
Vigilante, em defesa do Brasil.

ESTRIBILHO

Infantaria a zelar,
Na guerra ou na paz a lutar,
Salva guarda da aviação.
Infantaria sem temor,

Em busca da paz, com ardor,
Brasil o teu berço e teu chão.

III

A decolagem e o pouso velarças,
Com Sucesso, os vetores vão voar.
Teu braço forte e peito erguido manterás,
A Deus orando para sempre te olhar,

IV

E no combate sempre pronta a engajar,
Muita garra e ímpeto sem par.
Tu és da Força Aérea Brasileira o fuzil,
Vigilante em defesa do Brasil.

(Estribilho)

Canção do Infante
Nós somos estes infantes
Cujos peitos amantes
Nunca temem lutar;
Vivemos,
Morremos,
Para o Brasil nos consagrar!

Nós, peitos nunca vencidos,
De valor, desmedidos,
No fragor da disputa,
Mostremos,
Que em nossa Pátria temos,
Valor imenso,
No intenso,
Da luta.

És a nobre Infantaria,
Das armas a rainha,
Por ti daria
A vida minha,
E a glória prometida,
Nos campos de batalha,
Está contigo,
Ante o inimigo,
Pelo fogo da metralha!

És a eterna majestade,
Nas linhas combatentes,
És a entidade,
Dos mais valentes.
Quando o toque da vitória
Marca nossa alegria,
Eu cantarei,
Eu gritarei:
És a nobre Infantaria!

Brasil, te darei com amor,
Toda a seiva e vigor,
Que em meu peito se encerra,
Fuzil!
Servil!
Meu nobre amigo para guerra!

Ó! meu amado pendão,
Sagrado pavilhão,
Que a glória conduz,
Com luz,
Sublime
Amor se exprime,
Se do alto me falas,
Todo roto por balas!

Enjoy!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

APOLOGIA DO INFANTE

Imensa formação de brancas cruzes,
Desfile mortuário de fantasmas,
Exótico mercado de miasmas,
Exposição de ossadas e de urzes...

Calado e mudo queda-se o canhão,
Apenas trevas cobrem a amplidão.
Que outrora foi um campo de batalha.
Calada e muda queda-se a metralha.
É morta na garganta da voz do obus,
O sabre traiçoeiro não reluz.
A paz voltou, é terminada a guerra.

Os heróis já também tombaram das alturas.
Covardes, bravos, jazem alvejados.
Seus feitos, tudo aos livros relegados.
Nada mais resta, apenas sepulturas.

E eu, quem sou? Perguntam, eu, quem sou?
Pois bem, eu lhes direi: Sou um soldado,
Igual a qualquer outro que lutou,
Que avançou, que combateu, que foi derrubado.

Cruzes iguais... Terrivelmente iguais,
Exército que cresce mais e mais,
No festim diabólico da morte,
Aqui jaz o covarde, ali o forte,
Aqui dorme um estranho, ali estou eu...
Mas ninguém sabe como ele morreu...
Não se lembra do campo de batalha.
Nunca ouviram o risco da metralha...
Não sentiram o tremer do campo inteiro...
Ao rugir terrível do morteiro...
Nunca viram de perto os olhos do inimigo.
Não sentiram o medo do perigo,
Que nos faz desejar a morte breve.
Nunca sonharam. Nunca, nem de leve, mas...
Nem todos se esqueceram do Soldado, que está longe,
Bem longe sepultado.

Mamãe, oh! Minha mãe, se te contasse...
O medo que senti sem teu carinho
Um medo horrível de morrer sozinho.
Medo mesmo que o medo me matasse...
Mas deixei o meu abrigo e avancei,
Julgando ver a morte a cada passo,
Ouvindo o sibilar de um estilhaço.
Parei...Pensei em ti... Continuei...

Minha querida mãe se te dissesse
Que quando derrubou-me uma granada
Atirando-me a terra enlameada,
Foi por ti que chamei desesperado.
Por instantes deixei de ser Soldado,
Para novamente ser uma criança.
Sentindo então, na morte, a esperança,
De ainda adormecer nos teus braços...

Minha querida noiva, porque choras?
Relembras certamente as boas horas
Que passamos juntos.
Só nós dois íamos casar, Lembras?
E depois ... E depois uma casa retirada,
Cortinas nas janelas, enfeitadas,
Tu me esperando... Eu vindo do quartel,
A nossa casa, um pequeno céu.
Aberto para a vinda de um herdeiro.

Meu sonho, foi um sonho derradeiro
O de beijar-te antes de morrer,
Mas antes o golpe frio da granada,
Beijei apenas a terra ensangüentada.

Minha mãe, minha noiva, aqui se encerra,
Uma historia de sangue: Esta é a guerra,
Não chorem. Tudo agora é terminado,
Rápido como coisa de Soldado

Mas mamãe...
Se novamente a pobre humanidade,
Mais uma vez em busca da verdade,
Rufar seus tambores sobre a guerra,
Se mais um filho a pátria te exigir,
Sem lagrimas, mamãe, deixe-o ir...
Embora te destrua o coração,
Ainda que te alquebre a agonia
Por favor mamãe, pede a esse irmão,
Para que seja também de “INFANTARIA”!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Torneio da Tropa de Infantaria



Após décadas deixados “à poeira” os infantes da aeronáutica mostram força e buscam espaço. Com o domínio da tecnologia e da operação do poder antiaéreo a tropa vai garantir seu futuro e o lugar nas grandes decisões da FAB

A selva amazônica foi o cenário escolhido para o mais importante evento da Infantaria da Aeronáutica. Durante oito dias a Base Aérea de Manaus sediou o IV Torneio da Tropa de Infantaria. Estiveram presentes 260 “camuflados verde-azuis” dos sete comandos aéreos regionais da Força Aérea Brasileira.

“TTI como é chamado, “é importante por oportunizar o contato entre militares de todo país, promovendo a troca de experiências e idéias a fim de melhorar o aperfeiçoamento da tropa através de competições que estão intimamente ligadas com as atividades diárias nos quartéis em épocas de paz ou em situação de guerra”, disse o Tenente-Coronel Luiz Marcelo Sivero Mayworm, comandante do Batalhão de Infantaria Especial de Canoas (BINFAE-CO).

Os militares foram testados até o limite nas provas de Pista de Obstáculos, Cabo de Guerra, Tiro Militar Avançado, Corrida de Orientação, Emprego Operacional, Prova do Coordenador e Conhecimento Doutrinário. A campeã foi a delegação do VI COMAR, sediada na Base Aérea de Brasília.


Brigadeiro-de-infantaria Roberto Durans Amorim

Sikorsky Blackhawk 60L lançando competidores em uma das
provas do TTI


Além das provas práticas o evento serviu também para a discussão de aspectos doutrinários e operacionais. A tropa de infantaria tem tido especial atenção na gestão do Tenente Brigadeiro-do-ar Juniti Saito. Recentemente foi criado o Centro de Operações Terrestres da Aeronáutica (COTAR), que atualmente é chefiado pelo Brigadeiro-de-infantaria Roberto Durans Amorim, o segundo militar a ser promovido oficial-general na tropa. O COTAR é subordinado ao Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR), em Brasília.

Mesmo com os avanços obtidos com o atual Comandante da Aeronáutica, os militares querem mais. O desejo de possuírem um Comando próprio e não subordinado à aviação é grande entre muitos oficiais-superiores. A medida por enquanto não foi para o papel e se for discutida e aprovada pelo Alto-Comando da FAB, sua implementação poderá levar anos.

A valorização começa por dentro

Vários setores da FAB ainda vêem a infantaria como uma tropa de importância limitada e esquecem que a os primeiros alvos de uma guerra são sítios radar, instalações de comando e controle e bases aéreas. A defesa destas instalações, seus meios e efetivos é vital para assegurar o domínio do espaço aéreo. A segurança das vilas militares onde residem os pilotos e suas famílias é outro ponto de muita atenção. O trabalho dos sentinelas é muitas vezes subestimado por eles próprios por não saberem que é mais fácil para elementos de Forças Especiais da força adversa seqüestrar ou neutralizar pilotos em terra do que sua aviação fazer pelo ar. Na guerra contemporânea, saber onde estão os pilotos é mais importante do que procurar onde estão as bases.

Artilharia Antiaérea

Outro ponto de grande debate na TTI foi a Artilharia Antiaérea. A FAB já possui na Base Aérea de Canoas, a 1ª Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (CAAD). Operando mísseis russos Igla 9k38. Foi instalada no Sul do país e tinha em vista as condições estratégicas da região nos anos 90. Agora a atenção migrou para o norte do país com a crescente militarização de países limítrofes. O ponto mais importante e sensível dela é a Base Aérea de Manaus (MAMN), a principal base estratégica da Amazônia, onde estão sediados o 1º/9º GAv, o 7º/8º GAv, o 7º ETA e 4º Batalhão de Aviação do Exército.


1ª Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (1ª CAAAD),
que utiliza o míssil Igla 9k38, de origem russa.

Estas unidades aéreas são responsáveis por toda a mobilidade de tropas e logística dentro do Teatro de Operações da Amazônia (TOA). Sem elas todos os deslocamentos seriam realizados por vias fluviais nem sempre navegáveis e que demorariam até 40 dias. É por isso que será instalado em Manaus a 2ª CAAAD. Embora necessária e tardia, a medida recebeu críticas já que transferirá do Rio Grande do Sul militares importantes e necessários, o que segundo as fontes ouvidas, deixará operacional duas “meias” companhias.

Está em estudo, também, a instalação de um esquadrão de caças F-5 em Manaus, colocando as aeronaves recém adquiridas da Jordânia, já que a necessidade de possuir um vetor supersônico na região é urgente. A Amazônia ocupa mais de 50% do território brasileiro e ainda não possui uma aeronave de alta-performance capaz de fazer frente à uma ameaça maior. Por enquanto a FAB não planeja modernizar essas aeronaves ao padrão F-5M já que elas possuem uma aviônica e sistema de armas superior ao usado anteriormente pela Força, embora inferior ao atual. Se os estudos se concretizarem, a medida será uma solução tampão que vai atenuar a insegurança gerada pela falta de um vetor supersônico na região.

O IGLA é um míssil de curto-alcance, ideal na função de defesa pontual, com um histórico de sucesso em uma série de conflitos armados. Está na categoria MANPADS (Man Portable Air Defense System). Ataques usando CCRP – Cálculo contínuo do ponto de lançamento da bomba – e bombas guiadas a laser – JDAM - estão fora do seu envelope de operação (Distâncias Máximas de Engajamento do alvo Altitude 3.500m e Distância 5.200m). É por isso que um grupo de alto-nível composto por oficiais de infantaria da aeronáutica está concluindo um estudo, que visa recomendar a aquisição de meios antiaéreos de médio alcance capazes de atingir um alvo a dezenas de quilômetros e em grande altitude. Um dos equipamentos finalistas é o sistema russo Tor. A FAB tem interesse no sistema desde que ele venha numa versão auto-rebocada ou montada numa viatura sobre rodas e não lagartas, podendo ser transportado num Hércules C-130 em questão de horas.

O futuro da Infantaria da Aeronáutica

Conscientizar as lideranças sobre a importância e a necessidade de uma definição das atividades a serem executadas pela tropa de infantaria em prol da FAB, e uma vez que sejam definidos os objetivos, planejar as necessidades logísticas, administrativas e operacionais. A padronização das camuflagens, equipamentos e fuzis e calibres com as demais forças é outro ponto importante, necessário e até agora não discutido.


Kaiser Konrad
kaiserk@defesanet.com.br
Enviado Especial a Manau

Fonte: http://www.defesanet.com.br/fab1/tti.htm

domingo, 18 de maio de 2008

Assim eu gostaria de ser julgado no dia do juízo final

O Caveira colocou-se de pé e ficou diante de DEUS, pronto para última inspeção pela qual teria que passar, desejando que, assim como a fivela do cinto e os brevês de metal, também os seus coturnos estivessem a brilhar.

Um passo a frente, Caveira!!!! Como vou fazer contigo ? Fostes fiel à Igreja? Destes a outra face ao inimigo?

O Caveira se perfilou respondendo: “NÃO! NÃO SENHOR!
Nós que andamos armados, nem sempre podemos ser amor!
Na maioria dos domingos, eu estava de serviço ou em missão, na igreja não fui não Senhor...
Em muitos momentos, eu falei de modo impuro...
Houve muitas vezes em que fui violento, pois meu mundo é muito duro...
Mas nunca guardei um tostão que a mim não pertencesse...
E quanto mais uma conta se acumulava, às missões eu me dedicava, e de minha família me afastava...

Mas às vezes, SENHOR, perdôe-me, eu chorei por coisas à toa, e por dores alheias. Reconheço que não mereço ficar entre os que já estão em seu meio, pois jamais me quiseram por perto, a não ser quando sentiram receio...
Se tiver um lugar para mim, como nunca consegui muito mesmo, luxuoso não precisa ser.
E caso não haja nenhum, eu saberei entender”...

Faz-se silêncio em redor do trono, onde os Santos passeavam. E o Caveira esperou, o veredicto do SENHOR...

Teu corpo serviu com alma e coração... fez-te escudo para o próximo...
Portanto, anda em paz pelo paraíso...
INFERNO já foi tua missão...